TECELAGEM MANUAL - as aulas são no formato de oficina livre, ou seja, podem ser iniciadas em qualquer período. São oferecidos dois níveis, um básico e também o avançado. O fazer da tecelagem traz um princípio de ordenação e foco, é relaxante e amplia a capacidade criativa. Unindo técnica e desenvolvendo uma visão estética das tramas, bem como o uso das cores, pode-se tecer os mais variados tecidos, com peças tanto de uso pessoal, para moda e uso decorativo, e a tecelagem artística.

BORDADO ARTÍSTICO - a proposta é abordar os pontos mais diversos, desde os pontos tradicionais, que encontramos nos trabalhos das culturas de vários lugares, pontos que podem ser localizados especificamente como pontos do Brasil, pontos que sofreram transformações ao longo do tempo, ou que foram se desdobrando em formatos variados. O aprendizado é orientado no sentido de desenvolver a habilidade para a interpretação em cada etapa da construção, levando em conta os aspectos criativos de cada participante, por que assim é que podemos obter o resultado do que chamamos de bordado livre ou artístico.


AYSSÔ: palavra de origem Tupi Guarani, traduzida para a língua portuguesa como "belo, formoso, bonito".
(Bueno, Silveira. 1998 USP/SP)







sábado, 13 de novembro de 2010

ALAKÁ - BAHIA - CANDOMBLÉ - ILÊ AXÉ APÓ AFONJÁ - TECELÃ JUCINEIDE











A
Casa de Alaká que é a oficina de tecelagem do Pano da Costa, está localizada e faz parte do complexo do maior e mais tradicional Terreiro de Candomblé de Salvador, o Ilê axé apó afonjá, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Este terreiro está numa área de 39.000 m2 , além de casa espiritual, abriga e tem nele incorporado um projeto social que tem dentre outras coisas uma Escola Municipal que atende aquela comunidade. Sua mãe e líder espiritual é a Iyalorixá Mãe Stella de Oxóssi, que herdou de suas antecessoras e assim mantém as atividades do local de acordo com as tradições desde seu início, em 1910. No sentido de preservar o modo de vida e os rituais, há alguns anos atrás Mãe Stella decidiu revitalizar a tecelagem que produz o tecido dos filhos e mães de santo, o pano da costa. Com o apoio da Petrobrás, foram encomendados teares manuais, treinados e formados tecelões. Até então, a tradição e a manufatura do pano da costa era mantida pelo Mestre Abdias Sacramento, que durante bom tempo foi quase a única pessoa a tecer este tecido ritual de acordo com o objetivo do seu uso religioso, no candomblé.
Na época foram formados 12 tecelões, entre homens e mulheres, e começaram os trabalhos da Casa de Alaká. Os futuros filhos de santo passaram então a encomendar ali seus panos com as cores de acordo com seus orixás protetores. Foi neste lugar, com jeito de casa que conheci a simpática e doce Ju, a tecelã que permanece por mais tempo na casa tecendo os panos.
Passamos um tempo juntas, com conversa de fios e tramas. Ju me contou sobre a história da tecelagem no terreiro, falou de orixás, de religiosidade e também dos princípios do caminho espiritual herdado por ela de sua família. Disse ela, que no início do projeto eram 12 tecelões, número este que atualmente está reduzido para 4 contando com ela. Ju comenta que sente muito pelo fato dos companheiros de tecelagem não terem podido continuar o trabalho, por conta da dificuldade que é lidar com o ganho instável de uma atividade como a tecelagem. Embora a casa receba visita de turistas dos mais variados lugares do mundo, ela gostaria muito que este trabalho fosse procurado por mais pessoas, pois a casa é aberta à visitação e os panos estão lá à venda, não sendo somente adquiridos pelos seguidores do candomblé.
O que mais posso dizer sobre tudo isso e sobre a tecelã Jucineide, que para mim neste encontro, virou imediatamente – a querida JÚ, é que como todo tecelão, ela é incansável e persistente, e ela deseja que o trabalho da Casa de Alaká seja mais conhecido e divulgado.
Fica aqui então registrado o contato do Ilê para quem tiver interesse em divulgar e conhecer mais este lindo trabalho que pertence à cultura de nosso país!!
SÃO GONÇALO DO RETIRO, 552 – CABULA FONES: 384 5229/6800




2 comentários:

  1. Olá Bete, muito bonita las telas que voçé tece,
    parabéns pelo belíssimo trabalho!!!
    ¡¡ FELIZ AÑO NUEVO!!
    Graciela

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